MAIS UM ATENTADO AOS (AS) DEFENSORES (AS) DE DIREITOS HUMANOS NA AMAZÔNIA

 

Nesta manhã de terça-feira (27/03/2018), a região do Xingu foi surpreendida com a injusta prisão preventiva do Padre católico e Defensor de Direitos Humanos e ambientais, José Amaro Lopes de Sousa.

Pe. Amaro, como é conhecido pelo povo do Xingu, há décadas atua como missionário da Prelazia do Xingu na Região da Transamazônica, seguindo os passos do seu mestre Jesus Cristo e continuando a luta da irmã Dorothy com o Projeto de Desenvolvimento Sustentável da Esperança, foi preso provisoriamente no início da Semana Santa, data simbólica na fé cristã que rememora a morte e ressureição de Jesus Cristo. 
A prisão preventiva do padre Amaro faz parte de um grande contexto de conflitos fundiários no Pará e não está desvinculada de outros crimes que já aconteceram na região como ameaças, difamação, calúnia, agressões e execuções de pessoas que lutam pela reforma agrária, pela igualdade e ousaram questionar o “consórcio da morte” executor da irmã Dororthy Stang, Ademir Federick (DEMA), Brasília Bartolomeu Dias (Brasília), Maria do Espirito Santo, Zé Cláudio e Chico Mendes, chacina de Pau Drco e Colniza ( Mato Grosso) entre outros executados e silenciados pela crueldade, covardia e ganância.
Um grande consórcio da morte composto por latifundiários, que age por meio da militarização contra o povo, e é legitimado por membros corruptos do poder judiciário, executivo, legislativo e entre outros que desrespeitam leis ambientais e fundiárias, acordos internacionais e convenções socioambientais e direitos fundamentais (acesso à moradia, saúde, educação e a vida).
A operação responsável pela prisão de Pe. Amaro foi nomeada ironicamente “Operação Eça de Queiroz”, em alusão ao personagem criado no século XVIII na obra “O Crime do Padre Amaro”. Desnecessário dizer como é inapropriado comparar nosso Padre Amaro, defensor de direitos e dos mais fracos, com este personagem corrupto e criminoso criado por Eça de Queiroz. Uma vez que diferente do personagem, esse religioso, lutador e defensor de povos amazônicos, contraria apenas aqueles que não se felicitam em ver os trabalhadores mais pobres conquistarem direitos.
Diante desses motivos, os movimentos sociais se posicionam contra a prisão do Padre Amaro, são solidários a sua luta e estão juntos na sua defesa e na defesa dos direitos a terra, a liberdade de expressão e a vida.
Assinam : Movimento Xingu Vivo Para Sempre, MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens, Frente Brasil Popular, Movimento Negro, Coletivo de Mulheres do Xingu, Movimento de Mulheres Campo e Cidade, Pastoral da Juventude,Comissão Justiça e Paz, COMUNEMA- Coletivo de Mulheres Negras Maria Maria, Casa de Educação Popular, Levante Popular da Juventude, CIMI- Conselho Indigenista Missionário,Pastoral da Criança, Fórum em Defesa decompararFetagri- Federação dos trabalhadores na agricultura do Estado do Pará, SINTEPP Regional- Sindicato dos trabalhadores de Educação pública do Pará, Mutirão Pela Cidadania, AMAR-associação de mulheres Altamira Região, FVPP-fundação Viver e Produzir, SINTSEP/-PA- Sindicato dos trabalhadores Federais do Pará, AMTBAN- Associação de Mulheres Trabalhadores de Brasil Novo.CUT - Central Única dos TrabalhadoresCentral de Movimentos PopularesConsulta PopularMAMA - Movimento Articulado de Mulheres na AmazôniaMovimento de Mulheres Feministas MariasMovimento de Trabalhadores Rurais Sem TerraMovimento pela Soberania Nacional na MineraçãoMovimento Camponês PopularUBM - União Brasileira de Mulheres