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Nota da Consulta Popular do Paraná: nossa posição nas eleições 2018

 

 

“Quero ser apenas um entre os milhões de brasileiros que resistem”, Carlos Marighella.

 

O Golpe de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff representa a tentativa da mídia golpista, do Judiciário elitista, do Congresso refém do Capital e dos setores entreguistas, submissos ao imperialismo estadunidense, de aplicar o programa neoliberal com toda a força, com destruição das conquistas sociais e constitucionais e, sobretudo, dos direitos trabalhistas garantidos desde o século vinte.

Desde então, os ataques se deram com velocidade notável, com a aplicação da reforma trabalhista, das terceirizações, dos ataques contra as mulheres trabalhadoras, negros e negras e população LGBT, com a tentativa de desmonte do SUS e do SUAS, a venda de nossa soberania, com a Petrobras e Eletrobras à frente do projeto privatista.

A prisão do ex-presidente Lula e seu impedimento para disputar as eleições, o ativismo judicial que se transformou em perseguição explícita, não deixam dúvidas da tentativa dos inimigos do povo em tentar expurgar a influência da esquerda do país e sufocar as aspirações do povo. Contraditoriamente, não estão conseguindo, uma vez que grande parte da população quer justamente corrigir os erros do Golpe via urnas. Por sua vez, o campo conservador não consegue até o momento emplacar um candidato neoliberal com discurso palatável (Alckmin), e passa a aventar a chance de outro neoliberal entreguista com discurso e prática fascista (#Elenão). Nos dois casos, o risco é gravíssimo.

A condição de cerco e defensiva imposta à força contra a classe trabalhadora pelos seus inimigos apresenta uma possibilidade de ruptura com as eleições de 2018, que agora entram nos dias decisivos. Tal vitória da candidatura popular de Haddad e Manuela à presidência é a chance de um reposicionamento e de melhores condições para a resistência, embora saibamos que o próximo período continuará sendo de ataques dos setores golpistas e exigirá o máximo de unidade e organização dos trabalhadores e trabalhadoras.

Esse período de tentativa de atacar as organizações populares e o grau dos ataques fez com que se organizasse a resistência, expressa na Frente Brasil Popular (FBP), criada em 2015, que envolve o campo democrático popular e a vanguarda necessária para a resistência nesse período histórico.

Nossa baliza, portanto, para nosso apoio político e nossos esforços militantes nesse período eleitoral, é o posicionamento contra o Golpe, a construção da unidade da FBP, a defesa intransigente da liberdade para Lula, o fortalecimento das ferramentas de comunicação e organização da classe trabalhadora, a necessidade de, em meio aos retrocessos, fortalecer o campo progressista no Congresso Nacional.

Por tudo isso, a Consulta Popular do Paraná, com humildade e espírito construtor, expressa o seu apoio nesses dias decisivos à Chapa Haddad-Manuela-Lula (PT); no plano do governo do Paraná, à candidatura de Dr. Rosinha e Anaterra Viana (PT), ao Senado militamos e atuamos pelo nome da companheira Mirian Gonçalves (PT).

Entre as candidaturas proporcionais, nossa militância estará envolvida nas campanhas de candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) à vaga de deputado (a) federal, são elas: Gleisi Hoffmann, uma das protagonistas da luta contra o golpe, e André Machado, jovem militante popular e sindical.

À vaga de deputado estadual estaremos lutando para garantir os nomes dos lutadores Professor Lemos e Tadeu Veneri, que devem se manter como vozes resistentes na Assembleia Legislativa do Paraná, e também do militante da periferia na luta por direitos humanos, Renato Almeida Freitas Jr.

Afirmamos, no entanto que, junto a isso, os nomes das companheiras Professora Josete e Alaerte Martins, ambas do PT, respectivamente a deputada federal e estadual, também representam companheiras que conformam um campo feminista, de luta e aspiração por um Projeto Popular para o Brasil e para nosso estado. 

Pela defesa contra o golpe e pela soberania nacional, também indicamos o segundo voto ao senado em Roberto Requião (MDB), uma trincheira de oposição no interior do próprio partido golpista.

O fundamental é a unidade da classe, a construção de ferramentas e de confiança entre a vanguarda, conscientes de que a crise é de longo eixo e devemos nos preparar para vencer esta importante batalha, defendendo a vitória de Haddad-Manuela-Lula, o que vai no próximo período seguirá exigindo exigir mobilização e lutas na rua.

Haddad presidente! Lula Livre e inocente!

Pátria Livre! Venceremos!

Setembro de 2018.